quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Capítulo 3: A Grande Campanha Publicitária

3
A Grande Campanha
Publicitária


Não há dúvida de que Whitney poderia ter se tornado uma das top models mais famosas de todos os tempos. Ela é tão linda quanto Beverly Johnson, Iamn, ou Naomi Campbell, e seu affair com as câmeras ficou aparente desde o princípio. Mas modelar entediava Whitney. “Qualquer idiota pode sentar ali e mostrar os dentes pra câmera,” ela dizia. “Onde está o talento nisso?”
                Mas cantar, isso sim era um verdadeiro talento. Cantar era uma habilidade que a maioria das mulheres bonitas não possuía e que Whitney tinha em abundância, e ela estava ansiosa para mostrar este talento ao mundo.
                Em 1980, ela experimentou como era gravar profissionalmente quando o produtor Michael Zager convidou Cissy para cantar em seu mais recente álbum, Life’s a Party. Cissy tinha levado Whitney com ela. E já com dezessete anos, deram-lhe um solo na faixa-título do álbum e ela chocou a todos no estúdio com sua voz forte e aparentemente perfeita.
                Zager ofereceu a ela um contrato com a gravadora na mesma hora, mas Cissy recusou. Ela sabia como o mercado musical era duro, e ela queria que sua filha terminasse os estudos e ganhasse um pouco mais de maturidade e experiência antes de se arriscar. Whitney não teve escolha a respeito, mas se tivesse tido, ela teria largado os estudos e mergulhado de cabeça no mundo sobre o qual Cissy a havia advertido. Desde aquela manhã de Domingo, cinco anos antes, na igreja New Hope Baptist Church, quando ela fez seu primeiro solo, ela vinha sonhando secretamente sobre cantar profissionalmente. Isto era algo que ela sabia que podia fazer. Mas ela nunca tinha ido contra sua teimosa mãe e não estava disposta a começar agora. Quando Cissy dizia não, era exatamente isso o que ela queria dizer e nenhum de seus filhos ousava argumentar com ela.
                Whitney se irritou, mas esperou sua vez. Faltava apenas um ano para ela terminar o ginásio, mas ela diz que foi o pior ano de sua vida. Suas colegas de classe já estavam enciumadas de seu status como modelo e garota da capa, então depois que ela apareceu cantando no álbum de Zager e as pessoas souberam a respeito do seu talento para a música, ela se tornou mais excluída que nunca. Não houve jeito de um bando de adolescentes conseguir relacionar-se com Whitney, especialmente quando Whitney não parecia querer relacionar-se com eles. Sua timidez sempre foi confundida com indiferença, e sua boa aparência, somada ao seu porte real, dava a impressão de arrogância.
                Uma antiga colega de classe lembra-se bem dela. “Ela tinha mesmo essa atitude. Ela não era muito simpática. Ela nunca saía do seu próprio caminho para fazer nenhum amigo, então ela não tinha nenhum. Até os meninos deixavam-na sozinha. Não me lembro de tê-la visto sair com ninguém da escola uma só vez, então nós simplesmente achávamos que ela não gostava de garotos. Além do mais, ela estava sempre saindo com a Robyn Crawford apesar dela nem mesmo estudar.”
                No último ano Whitney continuou a modelar porque, ela dizia, “a grana era ótima. Onde mais uma criança poderia fazer esse tipo de dinheiro sem fazer absolutamente nada?”
                Ela também acompanhava sua mãe às gravações em estúdios, emprestando sua voz como cantora de apoio juntamente com Cissy e as Sweet Inspirations. Cissy também passou a incluir sua filha em seus números de Cabaret, dando a ela um ou outro solo. Quando Whitney cantava, a platéia enlouquecia. Embora sua voz ainda não tivesse se desenvolvido por completo, ela ficava muito linda no palco, cantando um de seus clássicos favoritos com sua grande e potente voz. Seus anos como modelo lhe deram equilíbrio e autoconfiança, e ela comandava a platéia como uma veterana.
                Amigos se recordam de ter visto a jovem Whitney aparecer no clube noturno Reno Sweeny’s em Nova Iorque onde “ela arrebentou. Ela arrasou, querido. Ela parecia ofuscar deliberadamente a mãe – você podia sentir a rivalidade entre elas.”
                Cissy graciosamente recuava nesses momentos, deixando o palco para Whitney, orgulhosa como qualquer mãe ficaria do sucesso de sua filha, mas quando a canção terminava, era Cissy quem comandava. Ela nunca deixava a platéia se esquecer de que o show era dela, ela era a estrela, e Whitney era apenas mais uma atração convidada. Logo, porém, os clientes começaram a ligar para o clube para perguntar se Whitney estaria se apresentando naquela noite antes de fazerem suas reservas.  
                Cissy tinha trabalhado sua vida inteira para ser bem sucedida, e agora, quase que da noite para o dia, sua filha de dezessete anos estava ofuscando-a. Amigos dizem que Cissy ficou dividida entre o ciúme e o orgulho. Intelectualmente, Cissy sabia que estava na hora de passar o bastão, mas ela não suportava ver seu sonho morrer para que sua filha pudesse vivê-lo. Durante este período o relacionamento entre mãe e filha foi repleto de discórdia, mas para crédito de Cissy ela nunca tentou prejudicar Whitney; ela só queria que ela soubesse quem era a verdadeira estrela da família.
                Foi difícil para Whitney, freqüentar a escola, modelar, e apresentar-se em casa noturnas nos finais de semana, mas ela o fazia com tanto desprendimento que impressionava a todos. Ela tinha herdado não só o talento para cantar de Cissy, como também sua determinação. Ela era durona, ambiciosa, e nunca perdia seu objetivo de vista, mesmo que isso significasse abrir mão do último ano ginasial. Enquanto suas colegas de classe estavam saindo com rapazes, indo a bailes de formatura, e dando risadinhas dos meninos, Whitney estava no estúdio, ensaiando. A única coisa que o último ano do ginásio significava para ela era liberdade, e ela não via a hora dele acabar. Robyn ainda era sua única amiga, sua mais ferrenha defensora, e o elo entre as duas jovens mulheres ficava cada vez mais forte.
                Todo momento livre que Whitney tinha em sua agenda apertada, ela passava com a Robyn. As duas eram adolescentes e precisavam agir como tais. Elas compravam roupas juntas e freqüentemente se vestiam de forma idêntica, sem se importar se as outras meninas cochichavam a respeito delas nas suas costas. Quando elas desciam a rua, ou estavam de mãos ou braços dados, e sempre pareciam estar rindo de alguma piada secreta que elas não tinham nenhuma intenção de compartilhar. Whitney credita à amizade de Robyn como a única coisa que a ajudou a passar por aquele último ano miserável, e quando ela se formou em 1981, ela comemorou sua liberdade com Robyn.
                Whitney não tinha vontade de freqüentar a faculdade. Ela não precisava de um diploma para se tornar uma estrela. Ela juntou seus pais (seu pai ainda era muito presente em sua vida) e pediu conselho a eles sobre como deveria lançar sua carreira. Embora John não tivesse tido muito sucesso gerenciando a carreira de Cissy, Whitney ainda o respeitava e queria o seu parecer.
                Todos concordaram que a jovem artista precisava de um contrato com uma gravadora. Cissy não queria que sua filha se expusesse às drogas e a bebida que faziam parte dos grupos que ela conheceria tocando em casas noturnas. Mas conquistar um contrato com uma gravadora não era fácil, não importa quão talentoso um cantor pudesse ser. No início dos anos oitenta com o heavy metal e o new wave saindo e o disco entrando, Whitney teria que fazer sua própria imagem. Suas influências tinham sido o gospel, rhythm and blues e algumas músicas dos shows da Broadway que tinha aprendido enquanto cantava com as Sweet Inspirations.
                Assim tiveram início as entrevistas com executivos das gravadoras que estariam dispostos a dar à principiante uma chance. Naqueles dias a maioria das gravadoras tinha caça-talentos que iam de casa noturna em casa noturna, conferindo novos cantores e assinando contratos com os mais promissores. Era um ramo competitivo e Whitney já tinha mais de uma fatia, mas seus pais esperaram pelo “certo, o grande,” que iria fazer dela a estrela que eles sabiam que ela poderia se tornar.
                Whitney continuou a se apresentar com sua mãe em todas as casas noturnas onde as Sweet Inspirations eram agendadas, e Cissy sempre apresentava sua filha, dando a ela diversos solos para o caso de haver um caça-talentos na platéia.
                A gravadora Elektra Records foi o primeiro grande selo a mostrar qualquer interesse sério e a se aproximar de Cissy e John com uma oferta para assinar contrato com sua filha. Elektra era um selo respeitado e renomado, e os Houstons ficaram encantados, dando seu consentimento verbal imediatamente. As negociações rapidamente tiveram inicio e parecia que Whitney logo se tornaria a estrela profissional que sempre havia sonhado ser. Enquanto empresários dos dois lados discutiam acerca dos pontos mais delicados, Cissy e Whitney continuavam a cumprir suas agendas com as casas noturnas.
                    Elas estavam se apresentando na boite Seventh Avenue South Club no Greenwich Village, tocando para uma casa cheia como de costume, quando a notícia se espalhou nos bastidores que o caça-talentos Gerry Griffith estava na plateia. Griffith era conhecido na indústria como o perdigueiro para o exuberante Clive Davis, de forma que as tensões estavam compreensivelmente altas naquela noite.
                No final dos anos sessenta, Davis, então presidente da CBS Records, era pessoalmente responsável pelo sucesso de estrelas de alta popularidade tais como  Sly and the Family Stone, Janis Joplin, Bob Dylan, Santana, e muitos outros. Era de conhecimento comum que ele se devotava totalmente aos artistas, disposto a ir além dos seus limites por algo em que acreditasse. Não importava para ele quanto dinheiro da empresa ele tinha que gastar preparando e promovendo novos talentos, e isso era evidente na seqüência de hits que a CBS Records emplacou ao longo dos anos.
                Em meados dos anos setenta, Davis havia passado para a Columbia Records e iniciado seu próprio selo, Arista Records. Um dos primeiros feitos como chefe de sua própria empresa foi assinar com um cantor pop, pouco conhecido, Barry Manilow, que vinha se apresentando como número de abertura de Bette Midler em um balneário em Nova Iorque. Alguns meses depois, Manilow tinha se tornado um nome familiar. Ninguém adora mais uma história de sucesso de um dia para o outro que jovens candidatos, e logo todos estavam clamando por um teste com Clive Davis: O Criador de Estrelas. Para se chegar ao Davis, contudo, era preciso chamar a atenção do Gerry Griffith antes.
                Naquela noite no Greenwich Village, Whintey Houston chamou sua atenção – de uma forma grandiosa. Ele ficou encantado com sua voz pura, sua incrível beleza, sua energia, e presença de palco. Levou alguns minutos para ele se dar conta de quem ela era. Ele a tinha visto em 1980 na Bottom Line na cidade de Nova Iorque, mas não havia se impressionado com ela na época. Agora ele estava. Nos últimos dois anos ela tinha crescido consideravelmente com artista, e reação da plateia a ela convenceu Griffith de que ela era uma estrela em ascensão. Ele foi aos bastidores depois do show e se apresentou a Whitney, dizendo que a gravadora Arista Records estaria interessada em assinar um contrato com ela. Sua reação não foi a que ele esperava de uma jovem candidata. Ela lhe deu uma arrogante e rápida conferida e friamente sugeriu que conversasse com o empresário que John Houston havia contratado para ela, Eugene Harvey.  
                Por sorte, Harvey foi bem mais receptivo com Griffith. Ele disse que a Elektra Records já havia oferecido a Whitney um contrato, mas ainda não havia sido assinado, portanto outras opções ainda estavam sendo consideradas. O que Griffith tinha em mente? A Arista Records poderia oferecer um negócio melhor que a Elektra a sua cliente? Clive Davis tinha algum interesse pessoal em Whitney e em guiá-la ao estrelato?
                Quando Griffith se aproximou de Davis na manhã seguinte com novidade sobre sua sensacional descoberta, Davis apenas grunhiu, “Então me mostra alguma coisa.”
                Sem se deixar intimidar com a falta de interesse de Davis, Griffith pessoalmente preparou Whitney para o seu teste com o “Criador de Estrelas.” Ele cercou Cissy e discutiu com ela sobre que canções ela achava que Whitney deveria cantar. Quanta coreografia a jovem poderia aprender no espaço de uma semana. Ele até deu palpite na escolha do vestido que Whitney usaria. O teste estava para acontecer no Manhattan’s Top Hat Rehearsal Hall, e Griffith estava nervoso. Ele estava tão entusiasmado com Whitney (e um pouco desconfortável com a falta de interesse de seu patrão) ele queria que tudo saísse absolutamente perfeito. Ele não precisava ter se preocupado. Whitney foi magnífica. Ela apresentou cada número com paixão e energia jovial, rondando o palco como uma pantera sexy e arrepiando Griffith da cabeça aos pés.     
                Davis ficou impressionado, mas nem de perto tão entusiasmado quanto Griffith. Ele achou que ela tinha uma “voz boa,” mas que não tinha “nada de especial.” Ele sentiu que o melhor que podia fazer era oferecer um acordo de singles a Whitney, o que significa, um compacto para descobrir se ela tinha “aquele algo especial” ou não.  Griffith ficou mais que decepcionado com a reação de Davis e deixou que soubesse como estava se sentindo.
                “Essa menina vai ser uma grande estrela, uma estrela gigantesca,” ele se lembra de ter dito ao Davis.  “E você vai chutar seu próprio traseiro por não ter assinado com ela quando teve a chance.”
                Clive Davis não era um homem irracional, e acreditava na habilidade de Griffith em reconhecer potencial de estrela quando o via, então começou  discretamente a conferir  Whitney. Ele conversou com seus amigos do ramo e ficou sabendo que Whitney não era apenas uma novata oportunista com uma boa voz. Ela estava muito cotada com outras gravadoras.  A CBS Records e a Elektra estavam ambas oferecendo contratos de álbum em longo prazo, assim como dezenas de outros selos estavam competindo para assinarem com ela. Davis rapidamente reconsiderou sua primeira oferta e assinou com a bela de dezoito anos um contrato de álbum.
                Davis ainda não estava encantado com a voz de Whitney, mas, como o empresário astuto que era, ele viu em Whitney um “pacote completo” que atrairia uma vasta platéia. Ela era indiscutivelmente linda e tinha um corpo formidável, ela era filha de uma artista bastante admirada e já consagrada, Cissy, afilhada de Aretha Franklin, e sua prima era a cantora predileta de Davis, Dionne Warwick. (“Dionne Warwick,” Davis dizia, sorrindo, “isso é que é voz!”)  
                Whitney também ainda era modelo, e quantas cantoras poderiam reivindicar tamanha distinção? Sua voz era forte e potente, ela tinha carisma, e sua presença de palco era impressionante para alguém tão jovem. Para Clive Davis, Whitney Houston representava a mistura perfeita de barro a ser moldado numa superstar.
                O primeiro passo seria conseguir visibilidade, e que melhor maneira havia senão apresentá-la em rede nacional. The Merv Griffin Show, apresentado pelo próprio Merv, estava planejando um especial para homenagear Davis por sua longa carreira na indústria fonográfica. Merv era uma espécie de cantor frustrado e freqüentemente apresentava um número na abertura do seu programa. Sua única reivindicação à fama no ramo da música se deve a seu gigantesco sucesso, muitos anos antes, com a música “Yes, We Have No Bananas.” Compreensivo com jovens cantores, ele com freqüência lhes abria um espaço em seu programa. Ele era um apresentador genial e descontraído, e seu programa de variedades era muito popular.
                Para Clive Davis pessoalmente apresentar uma desconhecida que ainda teria que gravar seu primeiro disco chocou a indústria fonográfica, mas era exatamente isso o que Davis tinha em mente. Contudo, se ele achava que Whitney ficaria humildemente grata, como a maioria dos desconhecidos em seu lugar teria ficado, ele estava redondamente enganado.
                De acordo com Jeffery Bowman, ela foi petulante e arrogante. “Então, o que isso tem a ver comigo? Ele devia estar feliz por fazer isso. Ei, eu sou muito boa, vou fazer bonito lá no palco e Clive Davis vai ficar feliz só por ter conhecido o meu traseiro. Eu devia estar agradecida a ele? Inferno, ele devia ser grato a mim e minha mãe. Poderíamos estar na Elektra se ele não tivesse tanta sorte.”
                “Era como se ela estivesse sendo uma pequena diva antes do tempo,” disse um observador. “Como se ela já esperasse tratamento especial.”
                Outros que conheciam bem Whitney diziam que ela, na verdade, morria de medo. Apresentar-se no Merv Griffin Show era um passo enorme, muito mais para uma jovem cuja carreira ainda estava no ponto de partida. Mas Whitney escondia o seu pânico atrás de uma fachada de arrogância, dizendo a todo mundo que “não era grande coisa. Vou arrebentar nesse show.” Assim como sua mãe, sua confiança parecia beirar a arrogância.
                Um vídeo do Merv Griffin Show daquele dia, de muito tempo atrás, em 1983, mostra uma Whitney Houston calma, vestida como uma colegial de blusa lisa e saia. Seu cabelo estava cortado tão curto quanto o de um rapaz, mas emoldurava seu lindo rosto oval à perfeição, realçando seus olhos grandes, amendoados e suas maças do rosto de modelo. Sua primeira canção foi uma balada chamada “Home,” e ela irrompeu na letra com tão furiosa paixão que a platéia ficou atordoada. Essa não era nenhuma tímida colegial. Esta era um dínamo de energia desenfreada e enorme talento.
                A platéia parecia saber que estava testemunhando o nascimento de uma estrela, e reagiram apropriadamente, aplaudindo loucamente e torcendo por mais. Cissy então juntou-se a sua filha no palco para um dueto de um clássico de Aretha Franklin “Ain’t No Way,” mas parecia estar muito bem vestida e um pouco passé em seu vestido de lamé dourado – especialmente ao lado da jovem de cara limpa e vestida de forma simples que estava naquele momento brilhando de exultação.  
                Cissy devia saber que naquele momento sua filha estava à beira de se tornar a superstar que sempre sonhou que ela mesma seria. Só podemos imaginar o mix de emoções que ela deve ter sentido, mas na verdadeira moda arrogante e Cissy de ser, ela se gabou para os amigos sobre a sua aparição no Merv Griffin Show.
                De volta à Costa Leste, (o Merv Griffin Show era gravado em Hollywood), Clive Davis não perdeu tempo em por a “máquina de fazer estrelas” em movimento. Primeiro, ele precisava encontrar uma imagem para Whitney. Ela deveria ser servida ao público como uma doce jovenzinha ou uma esguia diva, à La Miss Diana Ross? Whitney nunca tinha usado muita maquiagem - com um rosto como o dela, não precisava mesmo – e também não era muito ligada em moda. Talvez estivesse se rebelando contra os dias em que Cissy a tinha feito usar vestidos engomados, meias com babados, e sapatilhas brilhantes porque durante toda a sua adolescência, ela havia se vestido exclusivamente com jeans e camisetas.
                O fato de ter sido uma modelo bem sucedida ainda impressionava Davis, e ele decidiu por uma aparência clássica e elegante. Com sua altura e corpo esbelto, rosto altivo e porte real, ele sabia que ela poderia submeter-se ao “look” sem problemas. Whitney reclamou da maquiagem, dizendo, “Eu só quero ser eu mesma. Eu não gosto desse glamour todo.” Davis prevaleceu. Whitney sabia muito bem que devia ouvir o que ele dizia, afinal de contas, ele era o “criador de estrelas” e ela queria muito ser uma.
                No inicio de 1984, seis meses antes de lançar o seu primeiro álbum, Davis começou a fazer fotos de publicidade de Whitney em vestidos de tirar o fôlego e perucas penteadas com elegância. Seu próprio cabelo era curto e frisado, e ela nunca fazia nada exceto lavar e enxugar com uma toalha. Ela não passava pelo trabalhoso e demorado processo de alisamento que muitas mulheres negras passavam. Para sua surpresa, ele descobriu que gostava da facilidade e conveniência das perucas e dos mais variados looks que elas proporcionavam. Ela usa perucas até hoje – “Não vou a lugar nenhum sem meu cabelo, querido” – e tem dúzias delas em diferentes estilos e comprimentos.
                O próximo passo de Clive era estimular o apetite do publico para o lançamento de seu álbum de estréia. Ele a juntou com Teddy Pendergrass em seu novo álbum Love Language e fingiu não ficar muito surpreso quando disparou nas paradas até a primeira posição.
                Jermaine Jackson estava com contrato vigente com a Arista Records nessa época, e ele pareceu a escolha perfeita para a próxima gravação de Whitney. Jermaine sempre foi considerado terceiro lugar na indústria fonográfica, depois de seus irmãos mais talentosos Michael e Janet, e sua carreira estava precisando mesmo de um empurrãozinho.
Davis ficou tão encantado com o sucesso de “Take Good Care of My Heart” que ele se aproveitou para obter uma participação especial para ambos, Whitney e Jermaine, na novela As the World Turns. A dupla cantou “Nobody Loves Me Like You Do,” e Davis fez questão de que os colunistas fofoqueiros de Hollywood ficassem sabendo. 
                Ele também fez questão de que soubessem a respeito da herança musical de Whitney. Comunicados à imprensa durante esse período sempre identificavam Whitney como “a filha da grande cantora de gospel e blues, Cissy Houston; prima da inimitável Dionne Warwick, e afilhada da rainha do soul, Aretha Franklin.”

                A campanha estava funcionando, talvez até melhor que Davis tivesse previsto. A indústria da música inteira estava sussurrando a respeito “da nova protegida de Clive Davis, a linda Whitney Houston, agora com contrato assinado com a Arista Records,” e as lojas de discos estavam subitamente recebendo pedidos “do novo álbum de Whitney Houston” – mas não havia álbum nenhum. Nem mesmo um single. Até então, havia resmas de cópias escritas sobre Whitney, dezenas de fotografias de Whitney, entrevistas com Whitney, fofocas a respeito de Whitney – mas efetivamente nenhuma música de Whitney! Esse foi um período frustrante para ela. Ela odiava a publicidade, mal tolerava as entrevistas, e zombava de sua imagem glamorosa. Ela só queria entrar em um estúdio de gravação e cantar, mas ela concordava com Davis, admitindo, “Ele provavelmente sabe o que está fazendo – Eu certamente espero pelo inferno que ele saiba! Merda, cara, já estou até ficando farta de ouvir falar de mim mesma!” 

Um comentário:

Anônimo disse...

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